Netflix e Stranger Things: como o Big Data facilita o sucesso

Pense no quão inferior é a quantidade de dados que uma TV convencional possui. A medição de audiência é feita a partir de uma amostra, pessoas selecionadas para terem suas escolhas contabilizadas na pesquisa.

Por ter sua plataforma completamente baseada no ambiente digital, a Netflix conta com uma riqueza de dados de uso dos seus assinantes. Cada requisição de streaming representa uma preferência e, graças aos dados catalogados a respeito de cada série e filme, é possível desenhar interesses bastante específicos.

Assim, fica possível perceber tendências bem mais precisas do que simplesmente saber qual filme ou série é mais popular. O sistema consegue saber, por exemplo, que filmes de suspense com determinado ator são preferência de determinada fatia do público. Também conseguem saber em qual episódio as pessoas decidem abandonar uma série. As possibilidades são infinitas conforme mais indicadores são acompanhados.

De House of Cards a Stranger Things

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Esta riqueza de informações é determinante para que a Netflix desenvolva seriados de sucesso. É uma questão de aproveitar estes dados para prever as preferências do público e combinar o máximo de elementos promissores possíveis em um único produto.

A construção do bem-sucedido seriado político House of Cards foi assim. Através de dados da própria plataforma, a Netflix notou uma preferência especial do público por thrillers estrelados por Kevin Spacey e dirigidos por David Fincher, entre outros elementos.

Estas informações também são bastante valiosas na hora de decidir “reviver” alguns clássicos muito queridos pelo público. É o caso de Arrested Development e Gilmore Girls, que tiveram novos episódios na plataforma após ser percebida uma predileção do público por elas.

O mais recente caso de Big Data como condutor de tendências na Netflix é Stranger Things, cujo sucesso já se confirmou. Trata-se de um verdadeiro compilado de referências a outros clássicos, cuja predileção do público já havia sido contabilizada pelo algoritmo.

O que você tem a ver com isso?

O caso da Netflix é apenas um exemplo de como o Big Data pode fazer a diferença para a vida de uma empresa. É um jeito bem fácil de visualizar as vantagens da disponibilidade de dados, mas é só uma das possibilidades.

Em vez de filmes e séries, pense em pessoas. No lugar de elenco e gênero, imagine preferências de produtos e histórico de contato com uma loja. O quão valioso seria para qualquer empresa utilizar estas informações para fazer vendas mais inteligentes? Como você se sentiria ao receber uma abordagem 100% personalizada, de alguém que sabe do que você precisa e oferece as melhores condições para você comprar?

Trabalhar com Big Data significa dedicar atenção e estrutura à catalogação de dados estratégicos para tomar decisões mais inteligentes no futuro. Não faz mais sentido se basear em suposições e pesquisas com amostras pequenas: busque sempre oportunidades para contar com uma estrutura cada vez mais robusta de Big Data.

Vamos começar? Como você gostaria de usar o Big Data no contexto do seu negócio? Conte para a gente nos comentários!