Conheça a história da Amazing Grace, a avó da programação

Nós já contamos aqui como a primeira programadora da história foi uma mulher. E com o passar dos anos, elas continuaram tendo grande importância no desenvolvimento desta área, que hoje é tão dominada pelos homens.

Hoje vamos conhecer Grace Hopper, integrante da Marinha que foi responsável por criar a primeira linguagem de programação do mundo. Por conta dos seus feitos, ganhou o apelido de Amazing Grace.

Apesar de viver em uma época em que as meninas não recebiam muitas opções de carreira desde a infância, Grace contou com o apoio dos pais para encontrar o seu caminho. Eles estimulavam a curiosidade dela e proporcionaram o estudo que desejava no mesmo nível que o irmão possuía.

O pai de Grace sempre quis que as suas duas filhas pudessem ter as mesmas oportunidades de formação que o filho. Afinal, na época a norma era priorizar a educação dos homens. Assim, Grace sempre recebeu muito incentivo dos pais para investir nas suas curiosidades. Uma vez, ele a ajudou a desmontar todos os relógios da casa pois queria saber como eles funcionavam.

Depois de obter o PhD em Yale, começou a lecionar Matemática na Vassar College, em Nova York. Em 1943, no meio da Segunda Guerra Mundial, ela entrou para a Marinha. O envolvimento com o militarismo a colocou diante do máximo que existia em tecnologia na época: o Harvard Mark I. Mesmo após o término da guerra, ela continuou utilizando a sua formação em Matemática para trabalhar na gênese da computação.

Foi durante o trabalho com o Mark I que Amazing Grace iniciou um projeto que existe até hoje: a linguagem de programação COBOL. Nos dias atuais, esta estrutura ainda é considerada bastante segura, sendo utilizada por muitos sistemas bancários. Grace também foi responsável por criar o primeiro compilador de programação.

O primeiro bug

Enquanto trabalhava no computador Mark II, no laboratório de pesquisas da Marinha, Grace e sua equipe estavam tendo problemas para fazer a máquina funcionar. A razão do problema foi descoberta depois de muita insistência: uma mariposa havia se alojado nos componentes internos do computador.

Com o seu senso de humor característico, Grace chamou o processo de “debugging” (retirada de um “bug”, inseto). Acredita-se que até hoje o mundo da tecnologia use o termo “bug” para se descrever um problema técnico devido a esta história.

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Então, da próxima vez que ouvir alguém da área de desenvolvimento falar em bugs, você já sabe de onde vem essa expressão.

Faça como Grace e invista nas suas curiosidades. Pode ser que alguns “bugs” apareçam no caminho, mas isso é parte de toda jornada. Quais os seus planos? Conte nos comentários!