A Realidade Virtual é um conceito histórico e nós vamos te provar como

Ao contrário do que você imagina, o conceito de Realidade Virtual já esgueira por aí há muito tempo, só que veio mudando um pouco de forma. Pare e pense exatamente no que a Realidade Virtual traz para você. Pensou? Então vamos entender juntos.

Em uma análise rápida, chegaríamos à conclusão de que ela nos insere por completo em um universo diferente do nosso. Certo? Pois bem, é exatamente isso que uma pintura panorâmica faz, por exemplo.

Batalha de Borodino 1812

Batalha de Borodino, 1812

A “Batalha de Borodino”, de 1812, é um belo exemplo de como esta noção nasce na arte e faz com o que a sociedade artística repense a maneira de expor a obra a quem a enxerga, agora de uma maneira muito mais ampla e abrangente, como se tivessem nos inserindo dentro da cena.

Assim, foi dado o primeiro passo dentro de um conceito tão robusto quanto o da Realidade Virtual, porém sem qualquer pretensão. Era arte e ponto.

Dependendo da sua idade, você já deve ter deparado com um objeto como este:

entregando idade

Estamos entregando a idade por aqui

Cada pessoa dá um nome para isso, mas o mais famoso deles é monóculo. Nossos avós (e bisavós, tataravós…) usavam este objeto para ver uma foto de um momento eternizado. Louco, né? Se você já teve esta experiência vintage de olhar num monóculo, deve ter percebido que a percepção é bem diferente.

Foi exatamente isso que os caras descobriram lá em 1938. Quando o nosso cérebro processa duas imagens “diferentes” proveniente de cada olho, ele fornece uma sensação de profundidade e imersão muito maior. Perceba você mesmo pela imagem abaixo:

imagem VR

Tampe um de seus olhos, depois o outro, depois veja a imagem com os dois abertos e entenda a sensação provocada pela visão no cérebro

Ok, até aqui fica bem fácil relacionar onde tudo isso vai levar. Estamos falando do surgimento de conceitos que, maturados, darão origem aos preceitos da Realidade Virtual. Mas talvez você deva estar se perguntando sobre o mais forte dos conceitos: a experiência do usuário.

Essa é uma necessidade que aparece quando as máquinas começam a surgir, principalmente as relacionadas ao transporte, e fazem do teste prévio, uma obrigatoriedade. Por volta de 1929, ano da Grande Depressão americana, um cara chamado Edward Link criou o primeiro simulador de vôos patenteado.

Primitivo, o aparelho era controlado por um motor que era ligado aos lemes e coluna de direção, que modificavam as condições, tudo eletromecanicamente. Um pequeno dispositivo também simulava turbulências e distúrbios variados. Este foi o jeito mais seguro que o governo americano conseguiu pensar para treinar seus pilotos sem os colocar em situação de perigo. Daqui para frente, virou um costume dentro da indústria de pesquisa e desenvolvimento.

Inovação começa onde a gente menos espera

Inovação começa onde a gente menos espera

Profundidade, imersão, sensações, experiência. Misture estes elementos em um caldeirão e voilá: Realidade Virtual servida com fartura na mesa.

O mais louco é que lá nos anos 30, quando o recurso ainda nem sonhava em ser desenvolvido, um dramaturgo americano chamado Stanley G. Weinbaum publicou a obra chamada “Pygmalion’s Spectacles”, na qual o personagem é levado para um novo mundo de sensações por meio de um óculos que faz projeções holográficas deste “novo” universo.

pygmalion's spectacles

Parece que alguém estava prevendo o futuro, não é mesmo?

Daí para frente, as coisas foram tomando contornos, cores e proporções astronômicas. Nos anos 60, temos os primeiros protótipos do que viria a ser o óculos instrumento da Realidade Virtual e, assim, caminhou-se para os grandes avanços tecnológicos que temos hoje em dia.

O que percebemos hoje é que o recurso traz um mundo de possibilidades as nossas mãos. Comprovadamente, a Realidade Virtual funciona e adapta-se muito bem as mais diversas áreas de negócio e saber fazer uso deste recurso tão comentado atualmente é primordial para manter-se competitivo em um mercado agressivo como o atual. Por isso, atualize-se. Você não vai querer ficar para trás, né?