Nem tudo no Brasil é importado: 6 provas que Tom Jobim estava errado

“No Brasil tudo é importado: eu, você, os índios, a cana-de-açúcar e o café” (Tom Jobim)

Não Jobim, não é bem assim!

Não temos uma cultura nacionalista forte aqui no Brasil, o que leva ao desconhecimento de muitos feitos que foram importantes, cada qual na sua proporção. Veja bem, você provavelmente chegou até este texto porque o postamos na nossa página do Facebook, rede social que tem sangue brasileiro no seu DNA.

Eduardo Saverin, paulistano, é um dos caras que junto com Zuckerberg e mais 3 amigos fundou uma das plataformas de compartilhamento social mais bem sucedidas da história e que hoje tem mais 68 milhões de acessos diários – isso porque estou contando somente os brasileiros, viu?

Por sinal, você precisa ler um texto que fizemos recentemente sobre o vai e vem da rede azul que adora mudar de posicionamento e como isso acaba influenciando a projeção da sua marca.

Agora imagine uma das situações mais pavorosas do século XXI: ter que atender o telefone sem saber quem está te ligando.

Isso só não acontece mais porque em 1977, um aparelho chamado Bina (se você conhece, está entregando sua idade), nos permitiu fugir daquelas ligações inconvenientes. O nome por trás dessa invenção maravilhosa é Nélio Nicolai, que teve que encarar quase 20 anos de batalhas judiciais contra as operadoras de telefonia para garantir a exclusividade da patente.

Também temos nosso pezinho na criação do cinema 3Dconceito que é muito mais antigo do que você imagina e nós já te provamos como em um post muito legal que rolou por aqui!

Sebastião Comparato nasceu na Itália, mas chegou aqui com 6 meses, o que o torna um brasileiro muito mais do que naturalizado. Em seu primeiro projeto, lá por volta dos anos 30, Comparato apresentou um pequeno equipamento que podia ser adaptado a projetores comuns e uma tela especial. A imagem projetada era refletida por um espelho e o processo criava a sensação de que a imagem estava passando dentro de um espaço completamente vazio. como se fosse uma peça de teatro. E tudo isso sem o incômodo dos óculos que temos que usar no cinema hoje – fica a dica.

Porém nem só de tecnologia vive o brasileiro.

Talvez essa seja a melhor das nossas invenções e isso não temos como negar. O dia que uma pessoa abençoada misturou chocolate em pó, leite condensado e manteiga, criando um dos doces mais amados por todos nós: o brigadeiro. O lance por trás da criação desta sobremesa é bem engraçado: tudo aconteceu durante a campanha política do brigadeiro Eduardo Gomes, que disputou a presidência do nosso país com Gaspar Dutra, em 1945.

O docinho foi criado para ser distribuído nos comícios por ser uma opção fácil e barata, ganhando o nome em homenagem ao candidato. Eduardo Gomes ganhou a eleição? Não, mas certamente o brigadeiro ganhou os votos dos nossos corações!

Agora aposto que você não tem nem ideia, mas o escorredor de arroz também surgiu por aqui.

Cansada de ver sua pia entupida, a cirurgiã dentista Therezinha Andrade, em 1959, decidiu fazer alguma coisa. Junto com seu marido, ela criou um protótipo em papel alumínio e apresentou ao dono da empresa Trol S/A. A ideia foi tão bem aceita – afinal, quem gosta de mexer em ralo, né? – que o produto pouco tempo depois começou a ser comercializado.

E se somos o coração do mundo, motivos para isso não faltam.

Foi por aqui que rolou o primeiro transplante deste órgão pelas mãos do cirurgião Euryclides de Jesus Zerbini. Outro tupiniquim, o engenheiro mecânico Aron de Andrade, fez o primeiro coração artificial que é ligado ao natural e alimentado por um motor elétrico – tornando um procedimento bem complicado em uma cirurgia mais simples e possibilitando a vida de MUITA gente.

Aqui também é a terra da máquina de escrever, do primeiro avião (sim, ele é nosso!), do Zé Carioca (personagem no topo deste texto que foi criado pela Disney só para a gente) e de um ritmo maravilhoso chamado samba, o que comprova nossa pluralidade, que se encaixa em qualquer lugar que a gente quiser.

E você, o que está fazendo hoje para deixar um pouco do seu legado espalhado por aqui?